Presidente Ailton prestigia jornal Volta Grande
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Divulgação - José Mota Alexandre e Ailton Coelho /
O presidente do Sindejor/SC e vice-presidente da Adjori/SC para o Vale do Itajaí esteve presente ao evento de comemoração dos 30 anos do Volta Grande, celebrado na última terça-feira, 20, no auditório da Cooperja

O evento teve início com a apresentação do Jornal Volta Grande que foi criado em 25 de janeiro de 1996, na cidade de Jacinto Machado. A escolha do nome se deu em homenagem ao antigo nome do município que até a década de 1930 chamava-se Volta Grande. O jornal nasceu da necessidade de informar os acontecimentos e os estragos causados ao meio ambiente na maior enchente até então conhecida “Natal de 1995 onde morreram 3 pessoas no município e desabrigou centenas”.
“No início o jornal era impresso em tamanho papel ofício (1.000 exemplares, com 8 páginas), 10 meses depois já passava para o tamanho tabloide (jornal padrão) e com circulação semanal circulando nos municípios de Turvo, Ermo, Timbé do Sul, Meleiro e Morro Grande.
Foi no ano 2000, que o jornal inaugurou sua sede própria em Jacinto Machado. Foi neste período, que o jornal se estruturou, aumentou sua circulação, contratou mais profissionais, passou a comercializar as assinaturas, buscou novos colunistas, fez divulgação e realizou eventos.
Atualmente o circula com 2 mil exemplares e 48 páginas e o digital tem grande destaque inclusive nas redes sociais.
"Temos vários clientes e anunciantes, entre eles cooperativas agrícolas e elétricas, agências bancárias, prefeituras, câmaras de vereadores, hospitais, CDLs, profissionais liberais, associações, clubes, indústrias e comércios dos mais variados segmentos, que escolheram o Jornal Volta Grande como veículo de comunicação que lhes dá retorno. Estamos diariamente em 12 emissoras de rádios desde Urussanga até Torres (RS) e ao meio-dia na TV Sul Catarinense, no quadro “Direto da Redação do Jornal Volta Grande”, onde divulgamos nossa marca. Sabemos do papel que exercemos, por isso nossa responsabilidade é muito maior,” finalizou Mota.”
O senhor Ailton, por sua vez ocupou a tribuna para parabenizar o Conselheiro do Sindejor e vice-presidente da Adjori/SC para o Sul e Extremo Sul de Santa Catarina, senhor José Mota Alexandre, e toda sua equipe pelos 30 anos. “Trinta anos, é para poucos”.
Levou a todos os presentes a mensagem do presidente da Associação dos jornais do Interior de Santa Catarina, senhor José Roberto Deschamps, motivos de compromissos institucionais prévios, não pôde estar presente.
O presidente do Sindicato das empresas proprietárias de Jornais e Revistas de Santa Catarina, salientou aos presentes a importância do impresso para o interior de Santa Catarina, a necessidade de aglutinação, união entre todos os empresários do segmento.
Fora da tribuna Ailton salienta a história da Comunicação em texto baseado no editorial do seu jornal Cabeço Negro.
A TINTA DA LIBERDADE E A RESISTÊNCIA DO PAPEL
“A história da comunicação é marcada por profetas do apocalipse que, a cada inovação tecnológica, apressam-se em decretar o fim do jornal impresso. Do surgimento das revistas no século XVIII à ascensão meteórica dos algoritmos e influenciadores em 2026, o veredito era sempre o mesmo: a obsolescência. No entanto, o tempo, senhor da razão, provou o contrário. O jornal impresso não apenas sobreviveu; ele permanece como o último reduto da confiança e da credibilidade em um mar de notícias líquidas e descartáveis.
Muitos se deixaram levar pelo canto da sereia do digital absoluto. Abandonaram o papel, seduzidos por métricas de vaidade e pela promessa de um lucro que, na prática, raramente se concretiza sem o lastro do prestígio que só o impresso confere. O que vimos foi uma manobra de mercado: blogueiros e gigantes da notícia tentaram enterrar o papel para abocanhar uma fatia que não lhes pertencia por mérito. Mas a realidade é implacável. Hoje, assistimos a esses mesmos conglomerados, inclusive nos EUA e na Inglaterra, retornando às rotativas. Por quê? Porque o digital, embora onipresente, ainda não gera a sustentabilidade e a autoridade que a página impressa garante.
Nós, que defendemos a liberdade de pensamento e a tradição conservadora, sabemos que o papel é o documento da história. O jornal impresso é a base da confiança do leitor. O desafio do jornalismo de interior não é competir com o imediatismo efêmero das redes sociais, onde a notícia de ontem já é lixo, mas sim oferecer o que ninguém mais tem: a exclusividade, o dia a dia do cidadão, a análise séria e o olhar atento sobre a nossa comunidade.
As plataformas digitais devem ser aliadas, não substitutas. O erro foi acreditar que o novo anula o clássico. Em 1609 nascemos; passamos pelo rádio, pela televisão, pela internet e pelos smartphones. Agora, em 2026, o nosso leitor ainda aguarda, com a ansiedade de quem busca a verdade, o chegar da nova edição.
Aos empresários da comunicação, o recado é claro: é preciso acreditar na força do nosso segmento. O Sindejor/SC atuará com firmeza na articulação institucional, distanciando-se de práticas comerciais miúdas para fortalecer a classe. O jornal impresso é tradição, é liberdade e, acima de tudo, é o que fica quando a bateria acaba.
Jornal impresso: de sempre, para sempre.”
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